Hoje.

Era domingo a noite, Pedro prometeu a Ana que só iria ali no bar da esquina jogar uma partida de sinuca, e jurou que até as 21 estava em casa pra assistir um filminho e comer pipoca. Mas José, decidiu beber além da conta e assumir a direção justo daquele dia. Pedro, não chegou pro filme. Logo, Ana recebeu a notícia. Logo, aquele começo de noite de domingo, se tornou o dia mais triste da vida de Ana.

Karol saiu do cursinho atrasada, correu pra casa e encontrou flores no corredor. Marcos encheu a casa com fotos, balões, e gritou lá da cozinha, vem cá amor! Com uma jantinha super fofa, na intimidade do pequeno apartamento, pediu a mão da então namorada em casamento. E Karol, que achava que iria chegar em casa depois de um longo dia cansativo, e pedir um dogão pra acompanhar a série que estava toda atrasada, teve ali, um dos melhores dias da sua vida.

Joana saiu para o trabalho numa segunda de manhã quando ligaram da creche que o filho não estava passando bem. Sai as pressas, esbaforida, assustada, pede desculpas ao chefe, diz que a reunião fica para amanhã. Mas o amanhã não chega. Joana apressada, não vê o caminhão, e cai esticada bem em frente à escolinha do filho.

Rafael pega o diploma da faculdade e as chaves do apartamento novo que comprou com Paulinha, na mesma semana. Achando que não pudesse encontrar felicidade maior, o menino entra no apartamento semi mobiliado, pra deixar umas caixas que trouxe da casa da mãe, e encontra uma caixinha sob a mesa. Abre curioso, e encontra um parzinho de sapatinhos, junto com o bilhete, Papai, sabe aquele quarto que iria virar escritório? Então…

Ana, Karol, Joana, Rafael, Marias, Joãos, saem de casa todo santo dia. Com uma lista comprida de afazeres. Na maioria dos dias sem muitas expectativas, porque bem, este são os dias comuns. Os dias que cumprimos horário. Batendo cartão ou não. Mas que estamos ali, fazendo nosso papel. Cumprindo nossa função. Sabendo que no fim do dia, vamos voltar pra casa. Não esperando que nada de mais nos aconteça. E são esses. Os dias comuns, que nos dilaceram, ou se tornar extraordinários.

Os dias comuns, são geralmente os mais incríveis, ou os incrivelmente tristes e avassaladores. Porque são os dias que não esperamos nada. Não fazemos muitos planos, não existem listas, além das de tarefas. Porém, são nesses dias, quando não esperamos nada de ninguém, muito menos do universo, que a vida acontece. São nestes dias, que aprendemos a nos despedir de pessoas que amamos. Ou comemoramos a chegada de novas vidas.

São nos dias comuns, que celebramos os maiores acontecimentos. É como se passássemos a vida, esperando a sexta, o sábado. Sem se dar conta que eles podem não chegar. Que deixamos de viver o hoje, por conta de dias numerados. Guardamos aquele vinho caro pra uma ocasião especial, que pode nunca acontecer. E se passássemos a ver todas as ocasiões como especiais? E se cada dia que acordássemos, decidíssemos fazer diferente? Se você soubesse, que hoje, é seu último dia, agiria como sempre? Faria as mesmas coisas comuns e não tão extraordinárias de sempre?

Pode até ser um conselho bobo, mas se for possível o siga. se possível, seja hoje, o ser incrível que você deseja ser um dia! Vista sua melhor versão e seja hoje, extraordinário!

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